quarta-feira, 13 de julho de 2011
GREVE NO ESTADO
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Educação estadual decide manter greve
Eis as principais reivindicações da categoria: reajuste emergencial de 26%; incorporação imediata da gratificação do Nova Escola; descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos.
Ontem, dia 7, a 3ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça concedeu uma liminar em favor do Sepe que impede que o governo estadual promova cortes no ponto dos profissionais de educação que estão fazendo a greve. A decisão foi proferida no processo nº 0181463-81.2011.8.19.0001, de autoria do juiz Plínio Pinto Coelho Filho. Além de impedir os descontos dos dias parados, o juiz determinou que seja efetuada a devolução, em folha suplementar, dos valores que porventura já tenham sido indevidamente descontados da categoria.
A assembleia de hoje reafirmou que os baixos salários e as más condições de trabalho levaram os profissionais de educação à greve e que o governo não apresentou propostas concretas para melhorar esta situação. O piso salarial do professor é de R$ 638,00; o do funcionário da escola, R$ 433,00. Para os profissionais de educação, o governo estadual por causa dos baixos investimentos, é o responsável pelo descumprimento do direito de todo cidadão a uma educação de qualidade, pública e gratuita.
Além das reivindicações citadas acima, a categoria luta por: reforma urgente da estrutura física das escolas; regulamentação dos animadores culturais; eleição de diretores de escolas; concurso público para professor e funcionário; paridade para os aposentados; e a revitalização do Iaserj.
O Sepe enviou a pauta de reivindicações para o governo em fevereiro e iniciou a greve somente em junho. Apesar de todo este tempo, até hoje o governo continua sem apresentar uma proposta concreta de valorização salarial. Por isso agreve continua.
05/07/2011: Escolas estaduais do Rio em greve - assembleia decide continuar paralisação

Assembleia dos profissionais de educação da rede pública estadual do Rio, realizada no clube Hebraica, em Laranjeiras, decidiu há pouco continuar a greve nas escolas, iniciada há quase um mês, no dia 7 de junho. Amanhã, quarta-feira (dia 6), às 14h, o Sepe participa de uma audiência no Gabinete do líder do Governo, na Alerj, deputado André Correa, para discutir as reivindicações da categoria. Nesta reunião, estarão presentes o secretário de Educação Wilson Risolia e representantes da Casa Civil do governo. Na sexta, dia 8, às 14h, a categoria realiza nova assembleia, no Clube Municipal, na Tijuca,para discutir os rumos do movimento, tendo em vista a reunião com o governo amanhã.
Hoje, uma grande passeata da educação mostrou toda a força da mobilização da rede estadual. Nem mesmo o mau tempo e o frio conseguiram impedir que milhares de profissionais realizassem uma grande marcha até o Palácio Guanabara. A força da greve começa a fazer o governo estadual a abrir a negociações e, na audiência desta quarta-feira, a categoria espera que os representantes do governo apresentem uma contraproposta que venha ao encontro das nossas reivindicações para que a categoria possa discutir na assembléia da próxima sexta os rumos da greve nas escolas estaduais.
Eis as principais reivindicações da categoria: reajuste emergencial de 26%; incorporação imediata da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015); descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos.
Antes da assembleia ocorrerá Conselho Deliberativo da rede, também no Clube Municipal, a partir das 8h.
Calendário da greve:
Quarta (dia 6): reunião com o governo na Alerj, às 14h;reuniões nas escolas com a comunidade;
Quinta (dia 7): atos públicos descentralizados nas regionais e núcleos;
Sexta (dia 8): assembleia às 14h, no Clube Municipal, na Tijuca - conselho no mesmo local, a partir das 8h.
Foto: momento em que a assembleia decide pela continuação da greve (Samuel Tosta).
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Greve nas escolas estaduais continua – marcha ao Palácio na terça
Milhares de profissionais das escolas estaduais decidiram há pouco em assembleia no Clube Municipal, na Tijuca, continuar a greve da categoria. A greve começou dia 7 de junho e até hoje o governo não fez uma contraproposta às principais reivindicações da categoria, que são: reajuste emergencial de 26%; incorporação imediata da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015); descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos.
Na sexta-feira, dia 1 de julho, os profissionais de educação irão até o supermercado Mundial, na Rua do Riachuelo, no Bairro de Fátima, Centro do Rio, para comprar alimentos com o cartão do Auxílio Educação. Com este cartão, o professor regente (o que trabalha em sala de aula) pode gastar R$ 500,00 por ano em compras diversas. O cartão não é oferecido aos funcionários nem aposentados. O protesto vai mostrar que o profissional de educação precisa com urgência de um reajuste salarial digno e o que o estado oferece hoje, incluindo o cartão, não dá para sobreviver com dignidade – por isso mesmo, o nome do protesto será: “A Educação estadual do Rio tem fome”.
Na terça-feira, dia 5, a categoria realiza uma passeata até o Palácio Guanabara, com concentração no Largo do Machado a partir das 9h, para exigir uma audiência com o governador Cabral – em seguida à passeata, ocorrerá assembleia no clube Hebraica. Durante a passeata, faremos o "Arraiá da Educação", onde queimaremos em uma fogueira junina todos as empresas que financiam a "quadrilha do Cabral" e todos os ataques à educação.
Leia o calendário da greve:
30 de junho (quinta): panfletagem nas escolas;
01 de julho (sexta): protesto “A Educação tem fome” – os profissionais de educação irão até o supermercado Mundial, na Rua do Riachuelo nº 192/194, Centro do Rio, às 10h, para comprar alimentos com o “Cartão Educação”. Por este cartão, o professor regente pode gastar R$ 500,00 por ano em compras. O cartão não é oferecido aos funcionários nem aposentados. O protesto vai mostrar que o profissional de educação precisa com urgência de um reajuste salaria digno;
04/07 (segunda): Assembleias da categoria nos municípios e bairros da capital; vigília durante a audiência no Tribunal de Justiça, com o juiz da 3ª Vara de Fazenda Pública, secretários Risolia e Sergio Ruy e o Sepe sobre a nossa ação contra o corte do ponto.
05/07 (terça): marcha até o Palácio Guanabara, com concentração no Largo do Machado, às 9h. Logo após a marcha, ocorrerá assembleia no Clube Hebraica (Rua das Laranjeiras, nº 346).
Justiça analisa pedido de liminar do Sepe contra o corte do ponto:
Na terça-feira, dia 28, a 3ª Vara da Justiça da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio realizou uma primeira audiência para analisar o pedido de liminar do Sepe contra o corte do ponto dos profissionais de educação do estado, em greve desde o dia 7 de junho. Todas as partes foram convocadas para a audiência, mas os secretários de governo não compareceram. Apenas a Procuradoria do Estado compareceu. Com isso, uma nova audiência foi marcada para a próxima segunda, no dia 4 de julho. Para esta nova audiência, o juiz titular da 3ª Vara, Plínio Pinto Coelho Filho, convocou em caráter de urgência os secretários de Planejamento e Educação.
No Tribunal, o Sepe defendeu o pedido de liminar em cima do direito de greve do funcionário público e da falta de reajuste anual por parte do governo. O sindicato falou também das más condições de trabalho e dos baixos salários da rede estadual, que levaram os profissionais de educação à greve; a falta de professores na rede também foi destacada na audiência - esta uma consequencia direta dos poucos atrativos para o exercício da profissão em nosso estado, que, mesmo sendo o segundo mais rico do país, tem um dos pisos salariais mais baixos para o professor, além de péssimos índices nas avaliações federais.
Já no dia 22 de junho, ocorreu uma audiência com o governo, que contou com a presença dos secretários de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy Resende e de Educação, Wilson Risolia. Na reunião, o governo se comprometeu a apresentar uma resposta até o dia 15 de julho às principais reivindicações salariais da categoria.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Greve nas escolas estaduais continua - Cabral a culpa é sua!

A categoria vai realizar amanhã panfletagens e atos em todo o estado e na capital; na quarta, dia 22, o Sepe realiza uma vigília em frente à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), a partir das 14h. Neste dia, o secretário Sergio Ruy irá receber uma comissão do sindicato e parlamentares. Ainda na quarta-feira, a partir das 18h, os profissionais de educação realizam um ato-show na Praça XV, Centro do Rio, que terá o nome: “SOS Educação”.
No domingo, dia 26, a educação estadual, bombeiros e diversas outras categorias de servidores realizam caminhada no Aterro do Flamengo, com concentração em frente ao Castelinho do Flamengo, às 10h (professores e funcionários vestirão preto). A próxima assembleia será dia 29 (quarta), às 14h, também no Clube Municipal.
No dia 28, a 3ª Vara da Justiça da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio irá analisar o pedido de liminar do Sepe contra o corte do ponto dos profissionais de educação do estado. Todas as partes foram convocadas para a audiência, incluindo o sindicato, governo do estado e Ministério Público. Neste dia, os profissionais de educação vão realizar uma passeata da Candelária até o Fórum, a partir das 12h – a categoria pretende abraçar o TJ, representando a esperança que a Justiça reconheça a justeza da greve.
No dia 9, a partir de iniciativa do sindicato, ocorreu uma audiência com o secretário estadual de Educação Wilson Risolia. Ele informou, no entanto, que somente no segundo semestre é que o governo poderá falar alguma coisa sobre reajuste salarial. Para o Sepe, o governo vem tratando com descaso todos os pleitos salariais desde o início do primeiro mandato do governador Sérgio Cabral, em 2007.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Assembleia decidiu: greve no estado continua

Milhares de profissionais das escolas estaduais decidiram em assembleia no Clube Municipal, na Tijuca, nesta terça (14) à tarde continuar a greve da categoria. Como o governo não acenou com nenhuma contraproposta às reivindicações, os profissionais de educação estaduais não recuaram e decidiram pela continuação da greve, agora com mais de uma semana de duração, tendo sido iniciada dia 7.
A estimativa da assembleia é que a mobilização aumentou e já atinge 70% dos profissionais. Na sexta-feira, dia 17, a categoria realiza uma passeata da Candelária até a sede da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplag), às 10h. A próxima assembleia será segunda-feira, dia 20, às 14h, no ginásio do Clube Municipal, na Tijuca – o sindicato espera que o governo faça uma contraproposta até esta data. Eis as principais reivindicações da educação do estado:
1) Reajuste emergencial de 26% - o piso salarial hoje é R$ 610,00;
2) Incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015);
3) Descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual, entre outras reivindicações.
No dia 9, a partir de iniciativa do sindicato, ocorreu uma audiência com o secretário estadual de Educação Wilson Risolia. Ele informou, no entanto, que somente no segundo semestre é que o governo poderá falar alguma coisa sobre reajuste salarial. Para o Sepe, o governo vem tratando com descaso todos os pleitos salariais desde o início do primeiro mandato do governador Sérgio Cabral, em 2007. Ou seja, o culpado por uma greve longa será o governador.
Na primeira semana do movimento ocorreram diversas manifestações, incluindo uma grande passeata no Centro do Rio, dia 10, quando cerca de três mil professores, funcionários e alunos caminharam da Candelária à Alerj, onde se encontraram com os bombeiros em greve; já no dia 12, a categoria participou da passeata convocada pelos bombeiros, que juntou dezenas de milhares de pessoas na orla de Copacabana.
RESUMO DA ÓPERA: estamos em greve até segunda-feira (20/06), quando haverá nova assembleia.
Acompanhem o movimento da educação estadual no site: http://www.seperj.org.br/index.php
quarta-feira, 8 de junho de 2011
GREVE GERAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO
Os alunos que estiveram hoje no Colégio Estadual Herbert de Souza souberam que a rede está entrando em greve.
Comentei com a turma 2007, e mais alguns alunos que falaram comigo, que postaria aqui no blog as informações sobre a greve, considerando que os alunos muitas vezes ficam sem saber se devem comparecer à escola ou não.
HOJE a informação é a seguinte: estamos em greve até terça-feira que vem (14/06), dia em que haverá uma assembleia para decidir os rumos da greve, ou seja, se esta permanecerá ou não.
Obs. Alguns professores não aderem à greve (infelizmente, pois a luta é de todos nós!); vocês devem se informar sobre quais são e comparecer às suas aulas.
Pretendo colocar as informações aqui, mas como meu acesso à internet é um tanto precário, recomendo que se informem sobre a greve neste site (mais garantido): http://www.seperj.org.br/index.php (site do SEPE - Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro). Este site está sempre atualizado!
Esclarecimento: a greve dura sempre até a assembleia seguinte, momento em que se decide sua continuidade ou não. (Fiquem atentos à palavra assembleia nos informes do site do SEPE e nas minhas postagens aqui!)
Abaixo, reproduzo um informe que dá conta das reivindicações da categoria e o calendário da greve da rede estadual.
Abraços a todos!
JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!!!
"Atenção profissionais da educação!
Greve geral!
A rede estadual está em greve desde o dia 07 de junho.
Após inúmeras negociações sem resposta concreta do governo, a categoria resolveu decretar a greve.
Reivindicamos:
- um reajuste emergencial de 26%
- o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual
- a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015)
- contra a meritocracia e o plano de metas
- contra o conexão educação: pelo fim do duplo trabalho no lançamento de notas
- contra a extinção das escolas compartilhadas
Calendário:
dias 8 e 9 de junho (quarta e quinta-feiras) - reuniões nas escolas com a comunidade escolar para que a categoria explique os motivos da greve;
dia 9 de junho (quinta-feira): Profissionais da Capital e Grande Rio: Ato na Alerj, em conjunto com bombeiros e outros segmentos do serviço público estadual, a partir das 16, para pressionar os deputados a intercederem para que o governo abra negociações;
dia 10 de junho (sexta-feira): Passeata da Candelária até a Alerj, em conjunto com os bombeiros e funcionalismo estadual. Concentração a partir das 13h, na Candelária.
dia 11 de junho (sábado): panfletagens descentralizadas de núcleos e regionais na parte da manhã, explicando os motivos da greve para a população;
dia 12 de junho (domingo): às 10h, esquina da AVenida Princesa Isabel com Atlântica: concentração para uma passeta conjunta com bombeiros e demais segmentos do funcionalismo até o Posto 6.
dia 13 de junho (segunda-feira): Assembléias locais em núcleos e regionais;
dia 14 de junho (terça-feira): Assembléia geral da rede estadual, às 14h, no Clube Municipal (Rua Haddock Lobo 359 - tijuca) para decidir os rumos da greve.
Vamos tornar ainda mais forte o movimento!
SEPE - Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro"
